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Tradução da prévia de Spore na GamersGlobal

A gente não traduziu outras prévias do jogo porque nenhuma era tão completa como a da GamersGlobal. E como essa é longa e bastante detalhada, nós decidimos nos dedicar a traduzir ela completa (você pode conferir um resumo das outras prévias na nossa cobertura).


De peixe a semideus

Foto de um homem branco, cerca de 30 anos, sorrindo com a mão repousando em um
mouse de computador

Will Wright criou SimCity e The Sims, ganhando muito dinheiro primeiro para seu estúdio, a Maxis, e depois para sua nova proprietária, a Electronic Arts. Spore tem um papel a mais: no fluxo aparentemente sem fim de continuações e clones que a EA está distribuindo, esse jogo de estratégia sandbox é um dos únicos títulos originais. GamersGlobal teve a chance de dar uma olhada extensa na versão mais recente do jogo na Games Convention 2007, aproximadamente oito meses antes de seu possível lançamento em abril de 2008.

Descobrindo Spore

Enquanto vários jogos estavam disponíveis para o público jogar na Games Convention desse ano (aproximadamente 180 mil jogadores estavam presentes), para conseguir chegar na apresentação de Spore na Leipzig não foi fácil. Você precisava (a) ter acesso ao setor de negócios da Games Convention (se registrando como um jornalista), (b) chegar no hall da EA (marcando um horário) e (c) encontrar e entrar na porta abaixo. Ainda bem que a GamersGlobal conseguiu e vai poder falar com você sobre o que vimos lá. Vamos começar com a parte mais significante de Spore, os vários editores (ou podemos dizer o grande editor que permite editar quase tudo no jogo). Depois, vamos falar das cinco fases distintas do jogo, que são totalmente conectadas umas às outras pela primeira vez em uma apresentação do jogo.

Uma porta branca com uma placa escrito “Spore” e uma folha de papel colada,
indicando ser proibido tirar fotos Apenas alguns jornalistas puderam passar por essa porta.

Edite tudo: células, criaturas, naves, edifícios…

Spore é um jogo sandbox. Embora existam cinco fases chamadas Célula, Criatura, Tribo, Civilização1 e Espaço, “ganhar” não é um objetivo. Afinal, é um jogo de Will Wright. Desde o começo, quando você começa a jogar como uma forma de vida que consiste em apenas algumas células, nadando nos oceanos de Gaia, você vai constantemente aprimorar sua célula. Sempre que você tiver pontos de DNA suficientes, você pode abrir o editor e mudar a aparência da sua forma de vida. Ao adicionar partes básicas (que você precisa encontrar primeiro), você torna sua célula mais rápida ou mais forte. Enquanto o editor de células é bastante limitado, o editor da próxima fase (Criatura) já é bem complexo. Mais uma vez, o DNA é a moeda (você vai ler mais abaixo onde você poderá obtê-lo). Você basicamente “desenha” sua criatura. Imagine três “ossos” ou varas que formam uma linha. Agora você pode alterar essa forma básica, manipulando o layout desses ossos, ampliando-os, transformando-os em um corpo, pescoço e cabeça muito básicos. Adicione um par de outros “ossos” para tornar o corpo mais detalhado. Dobre esses ossos ou faça-os em bolas. Se você achar que a forma básica é satisfatória, adicione partes do corpo como olhos, bocas, pernas, pés, armas (por exemplo, chifres) e mãos. Todas essas partes precisam ser encontradas primeiro, e todas dão à sua criatura habilidades diferentes. Uma boca pode permitir que sua criatura cante, um chifre para atacar melhor os oponentes. Algumas combinações de pernas e pés podem permitir que ele corra mais rápido ou dance melhor. Claro, você não precisa colocar os olhos no rosto — você pode colocá-los em dois paus salientes da cabeça. Ou talvez cinco olhos sejam melhores que dois. Como você pode ver, as combinações possíveis são quase infinitas. Agora, adicione um “tipo de pele” à sua criatura. E um esquema de cores. Sem olhar para o relógio, você pode gastar meia hora em algo que é, em termos de jogabilidade, apenas uma pequena atualização para seu personagem.

Telas de quatro editores de conteúdo de Spore, com o objeto sendo criado e as
diferentes peças de montar que podem ser adicionadas a ele ao lado, em uma lista Quatro editores do jogo. Em sentido relógio do canto superior esquerdo: célula, criatura, edifício, nave.

Usando a Internet, Spore compartilha as criações que você cria nos diferentes estágios do jogo com outros jogadores ao redor do mundo, então sua criatura pode aparecer como uma criatura não jogável em outro jogo de outras pessoas. Da mesma forma, muitas das formas de vida e edifícios que você encontrará serão criações de outros jogadores. Mas e as formas obscenas do corpo que podem insultar outros jogadores? Will Wright e sua equipe pensaram sobre isso, haverá uma função para sinalizar tais projetos como “repugnantes”. Se tivermos entendido Darren Montgomery corretamente, isso não apenas os impedirá de aparecer na sua tela, mas também poderá bani-los em todo o mundo se jogadores suficientes denunciarem uma criação específica.

Na fase da Tribo, você projetará “roupas de recrutamento” para suas criaturas, que elas usam para impressionar outras tribos (que é o meio pacífico de fazer com que eles se juntem a você). Além das cores, você pode ter peças como coroas, chapéus de fazendeiros e assim por diante. Na fase de Civilização, você não está apenas projetando edifícios combinando formas básicas para uma mais complexa e, em seguida, adicionando cores e “temas” (como Oriental, Ocidental, Idade Média e assim por diante) - você também projetará veículos, que são sua “unidade” principal nessa fase. Estes podem ser terrestres, navios, ou aviões, a variedade parece ser maior do que até mesmo com o editor de unidades do jogo Sid Meier’s Alpha Centauri. Na última fase, você pode ter a nave dos seus sonhos, mas também alterar a forma de planetas inteiros. Inclusive, enquanto é possível criar criaturas bípedes com a quantidade certa de membros e características de alguma forma se assemelham a seres humanos, e construir cidades para eles que se parecem com metrópoles contemporâneas, a grande maioria das criaturas criadas pelo usuário pode parecer muito estranho. “Não queremos que os jogadores joguem com humanos”, diz Darren Montgomery, “Spore é sobre formas de vida completamente novas”.

Fase 1: Célula

Tela da primeira fase de Spore, com uma célula gigante flutuando em uma poça d'água esverdeada Na primeira fase, você cresce de uma estrutura celular muito simples para uma forma de vida anfíbia.

A primeira parte do jogo leva cerca de 30 minutos para ser jogada — se você não usar o editor de célula extensivamente (isso vale para todas as estimativas de tempos de jogo nesta prévia). Você está jogando uma estrutura celular simples que deve se tornar a principal espécie deste mundo. Você habita o oceano com outras formas de vida, mas a interação com elas é muito básica. Em uma colorida e bem animada visão de cima para baixo, você está nadando, tentando comer (para coletar pontos de DNA) e evitar ser atacado. Ou, você pode jogar uma estrutura celular agressiva e atacar outras células, o que também lhe dá DNA, a moeda neste estágio. Ao encontrar novas “partes celulares”, você pode aprimorar a sua célula. Este primeiro estágio é bastante simples; quando você cresceu e melhorou o suficiente, você pode evoluir para a fase da Criatura. Você verá uma bela cena no jogo em que seu “peixe” de aparência estranha está nadando para a praia, valentemente deixando seu antigo oceano para trás. Você também verá se você tem sido uma forma de vida agressiva ou social até agora, o que influencia sua espécie na próxima fase - mas não o limita: mesmo quando você está jogando “legal” nos primeiros estágios do jogo, você ainda pode construir uma civilização agressiva mais tarde.

Fase 2: Criatura

Tela da segunda fase de Spore, com uma criatura bípede no meio de um continente alienígena Essa é uma criatura mais evoluída. Quando você começa a fase, você não terá nem pernas nem braços.

A parte da criatura levará cerca de uma hora a 90 minutos para jogar. Nessa fase, o DNA ainda é a moeda para poder aprimorar, mas a interação com outras criaturas se torna muito mais importante. Na demonstração, nossa criatura primitiva tentou cantar para outras formas de vida para se tornar amiga delas, que funcionavam muito bem com criaturas pequenas. Outras espécies mais evoluídas requeriam dançar antes de se tornarem amigáveis, por isso é uma boa ideia arranjar alguma forma de pernas e pés. Essa socialização lembra um pouco a luta em um MMO; você apertará os botões de ação que suas habilidades lhe fornecerão, e eles terão um tempo de “recarga” antes que você possa usá-los novamente. O mesmo sistema é usado para lutar. Você pode encontrar muito mais partes do corpo neste estágio do jogo, por exemplo, examinando todos os fósseis espalhados por aí. Você tem um ninho que é um lugar onde você pode se curar. Darren Montgomery nos disse que fazendo três amigos da mesma espécie, toda a espécie vai gostar de você. Ah, e você terá que “acasalar” para subir os degraus da escada evolutiva. Mas nada explícito. Você só vera uns símbolos de coração e um ovo criado instantaneamente.

Obviamente, você passará muito mais tempo no editor do Criatura do que passou no estágio da Célula, escolhendo entre partes amigáveis ​​e agressivas. Por exemplo, há “bocas” mais adequadas para cantar enquanto outras são melhores para lutar. A categoria de armas vai de simples chifres a “lançadores de projéteis de longo alcance”, qualquer que seja a explicação genética para o último. Basicamente, todas as partes do corpo dão habilidades ou bônus de habilidades, por exemplo “dança + 2”, como um RPG lhe daria quando usasse armadura ou armas diferentes. Além de todas essas partes do corpo (que você provavelmente encontrará apenas quando jogar várias vezes), parece haver cerca de 16 cores básicas, 36 texturas e 36 colorações que você pode usar para tornar a sua criatura a mais bonita do planeta. Novamente, quando tiver melhorado o suficiente, você alcançará o próximo estágio. Desta vez, você verá uma cena inspirada na famosa cena do “lançamento do osso” de 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, usando a mesma partitura musical.

Fase 3: Tribo

Tela da terceira fase de Spore, com aldeões de uma tribo com varas de pesca A terceira fase introduz o conceito de ferramentas; nossa tribo de quatro patas pode agora usar varas de pesca.

A fase da Tribo é onde Spore se torna mais do que apenas um “jogo casual com um editor poderoso”. O tempo de jogo é estimado entre 90 minutos e 2 horas. Sua criatura adquiriu inteligência — agora você terá que evoluir uma Civilização. Enquanto havia muitas criaturas diferentes no último estágio que eram totalmente diferentes de você, mas que tinham basicamente as mesmas habilidades, sua espécie é agora a única raça inteligente do planeta, formando cerca de seis diferentes tribos. Sua forma básica é aquela que você criou no modo Criatura, mas elas diferem em cor, “roupa” e comportamento. Além disso, ainda existem muitas criaturas “menores” (vamos chamá-las de animais), que você pode caçar, mas que também podem ser muito perigosas: Deixe sua pequena tribo desprotegida, e uma horda de carnívoros, quaisquer que sejam suas formas, pode roubar a comida que você coletou em sua aldeia. O estágio da Tribo se assemelha a um jogo de estratégia em tempo real simples, no qual você não controla mais apenas uma criatura, mas vários “aldeões” (que também podem ser guerreiros). A moeda agora é comida, não DNA, e você não está mais trocando por esqueletos ou partes do corpo, mas por roupas e equipamentos. Isso o ajuda a recrutar novos membros para sua tribo (o objetivo é contar com 15 membros, Darren Montgomery nos contou). Mas você também pode atacar outras tribos e forçá-las ao seu grupo.

Você pode colocar um total de seis tipos de cabanas (em pontos pré-definidos, ou assim nos pareceu na demonstração) que lhe dão armas ou permitem formas primitivas de “ciência”. Por exemplo, depois de construir uma cabana de pescadores, você pode enviar seus aldeões para buscar varas de pesca. Mais tarde elas podem ser melhoradas para redes, o que melhora a produção de alimentos que os pescadores possuem. Imagine, por exemplo, uma vara de pescar da Idade da Pedra nas mãos de uma espécie com muitos membros e muitos olhos … O mesmo vale para as armas: se você compra bastões para seus aldeões, eles são mais fortes contra animais e outros aldeões, mas se o último já tiver desenvolvido lanças, é hora de investir mais recursos em seu armamento (“vamos fazê-lo sofrer assim que tivermos machados!”). Você pode acasalar-se com outras tribos ou conversar com elas, e o editor de roupa é importante: escolhendo texturas e cores impressionantes para suas escamas (ou pele) e adicionando acessórios sofisticados como um chapéu ou uma coroa, sua chance de conquistar pacificamente outras tribos (novamente, cantando e dançando) melhora. “Bolhas de emoção”, lembrando-nos vagamente de The Sims 2, nos dizem como outras criaturas se sentem em relação a nós. Se você aumentou sua tribo para os 15 membros necessários, você pode entrar na próxima fase — ou continuar jogando por um tempo, a fim de conquistar todas as outras tribos…

Fase 4: Civilização

Tela da quarta fase de Spore, com o horizonte de uma cidade alienígena com prédios futuristas A fase da Civilização lembra um Sid Meier’s Alpha Centauri em tempo real..

Por cerca de duas a três horas, você jogará a quarta fase de Spore - novamente, isso pode ser muito mais longo se você gastar muito tempo com os editores. Sua tribo já formou uma cidade, onde você não vê um par de pessoas correndo por aí, mas dezenas. Embora o DNA e a comida tenham sido a moeda dos estágios anteriores, agora é dinheiro. E enquanto você estava controlando criaturas únicas ou pequenos grupos de membros da tribo por unidades, agora você está construindo e usando veículos. Novamente, estes podem ser usados ​​para interagir pacificamente com outras cidades-estados, mas também para atacá-las. Então, Spore se torna um típico jogo de estratégia em tempo real (mas com menos unidades). Obviamente, construir unidades que superam as do seu oponente é a coisa mais importante. Mas você também pode construir uma Prefeitura a partir do zero, o que influencia a sua população (e presumivelmente as de outras cidades). Se você não quer lutar contra outras nações (que são, novamente, da mesma raça que a sua), você pode tentar influenciá-las pela música. Ou, você pode usar uma terceira via, a arte da Diplomacia, que parece significar negociar com as outras cidades, para se tornar a superpotência econômica. Cidades são espaços circulares com muitos pontos de construção dentro de suas paredes. Tal como acontece com as criaturas, os edifícios variam muito de cidade para cidade (e de jogo para jogo). Ao criar um Edifício, você pode combinar formas básicas e adicionar texturas, cores e assim por diante. Enquanto os edifícios, mesmo no mundo fantástico de Spore, tendem a se estabelecer em um ponto, o mesmo princípio de design é usado pelo editor do veículo. Isso significa que você pode colocar pneus, pistas, aerofólios e assim por diante, onde quer que você goste, e logo após ver seu veículo em movimento, voando, mergulhando ou o que for. Claro, você não precisa projetar cada tanque ou avião novamente; Você pode simplesmente comprar veículos de jogos anteriores. Quando você mostra que pode dominar todo um planeta, o último estágio pode ser aberto - o que Darren Montgomery chama de “jogo principal” de Spore.

Fase 5: Espaço

Tela da quinta fase de Spore, exibindo um planeta alienígena com montanhas que parecem cones de sorvete rosa Na fase do Espaço, você influencia planetas inteiros (tela antiga; não mostra a interface atual).

No último estágio, de acordo com Darren Montgomery, você passará pelo menos tanto tempo quanto nos primeiros quatro estágios somados. Mesmo quando você foi uma Civilização sociável até agora, agora você pode ficar agressivo — ou vice-versa. Você é agora mais do que um líder planetário, você tem um OVNI (totalmente personalizável, é claro) com o qual você pode viajar pela Galáxia. Nesta galáxia em particular, muitos mundos esperam por um semideus como você. Alguns são planetas de gelo, outros vulcânicos, e muitos são mundos verdes habitáveis ​ (embora o “verde” possa ser facilmente “violeta” ou “azul”). Você encontrará planetas de deserto, encontrará pântanos ou mundos de selva. Então, o que um piloto de OVNI faz nesses ambientes? Realiza missões. Essas tarefas podem ser “digitalizar o mundo X” no começo, mas serão muito mais complicadas conforme você avança. É claro que todos os mundos que você visitar podem ter suas próprias cidades ou criaturas que você encontrou nos estágios anteriores, então você não está visitando paisagens estéreis. Às vezes, você vai abduzir alguns habitantes de uma cidade, às vezes você vai atacar uma cidade. Você pode ter uma arma do juízo final em seu OVNI que pode destruir planetas inteiros. Ou você pode mudar a temperatura e tornar um mundo de gelo habitável ou um mundo exuberante em um deserto árido. É difícil para nós avaliarmos este estágio porque só o vimos em um vídeo, mas temos a sensação de que deve haver mais do que podemos descrever neste momento, se Spore realmente quiser manter os jogadores fascinados por 10 horas ou mais neste estágio.

O que pensamos sobre Spore

Pela primeira vez, podemos imaginar Spore como um jogo contínuo, em vez de apenas partes únicas. E Darren Montgomery confirmou que o jogo está “completo” em termos de ser jogável da fase de Célula ao Espaço, embora ainda haja muito equilíbrio e ajuste fino para ser feito. Sem dúvida, Spore é um dos jogos mais inovadores em produção. E confiamos totalmente em Will Wright para criar um jogo sandbox ou de deus que tenha um alto valor de rejogabilidade. Mas, para ser honesto, os gráficos são um pouco coloridos demais para o nosso gosto, as criaturas parecem estranhas, e nem todo mundo gosta de passar muito do seu tempo reunindo DNA, comida ou partes e cantando/dançando. Dito isto, ver uma demonstração de uma estranha forma de vida é uma coisa completamente diferente de criar e evoluir essa criatura você mesmo — e amá-la com todos os seus olhos, pares de pernas peludas, trompetes triplos e outras saliências. Então, sim, estamos ansiosos para abril de 2008, quando Spore pode ser lançado, e talvez seja o jogo que ainda vamos amar jogar um ano depois. Além disso, a constante modificação de sua criatura, veículo ou OVNI é claramente parecida com as principais tendências na web e nos jogos sociais. Ainda assim, neste momento não apostaríamos todo o nosso dinheiro com a suposição de que Spore será um sucesso instantâneo, 10-de-10. Mas tem potencial para se tornar tudo isso? Nós achamos que sim.

  1. O artigo original cita “Cidade” como a quarta fase, mas sabemos que a fase de Cidade foi “engolida“ pela fase de Civilização. ↩

Novas imagens da demonstração na Games Convention

Aproveitando a demonstração na Games Convention, a Maxis divulgou novas imagens oficiais do Spore. Confira na nossa galeria. É possível ver a nova interface do jogo, que é menor e concentrada no campo esquerdo da tela. Parece mais simples e mais organizada. Também dá pra notar a melhor qualidade gráfica do jogo, com efeitos de luz e transparência, principalmente na fase da Célula.

Imagens do jogo

Prévias: Spore na Games Convention

Na última quinta-feira (23) o Spore finalmente foi demonstrado pra imprensa na Games Convention, na cidade alemã de Leipzig.

A gente descobriu alguns detalhes com essa demonstração. A maior delas, talvez, seja que a fase da Cidade não existe mais. Quer dizer, ela existe, mas agora ela faz parte da fase da Civilização — você cria uma cidade, os edifícios e os veículos quando começa a fase. Acho que é algo como o que aconteceu com a fase da Terraformação, que foi anunciada em 2005 mas que desde então parece ter sido “engolida” pela fase do Espaço (já que sempre pareceu um tutorial para a fase mesmo).

Enfim, como fizemos com a E3 do ano passado, não vamos traduzir as prévias completas publicadas pelos sites por aí. Preferimos fazer um resumo do que foi mais interessante e do que descobrimos de novo a seguir.

Os cinco estágios de luto Spore (Kotaku):

Nós tivemos a chance de assistir a uma longa demonstração de Spore hoje que teve desenvolvedores jogando as primeiras quatro das cinco fases do jogo.

O jogo inicia com uma galáxia repleta de estrelas brilhantes. Clicando em qualquer uma das estrelas abre um pequeno menu que permite que você inicie um novo jogo. Quando você inicia o jogo a câmera se aproxima da estrela, seguindo um meteoro de gelo e rocha, passando por outros planetas, estrelas e finalmente entrando na atmosfera do planeta que você selecionou, derretendo e se quebrando até que atinge o continente, explodindo e espalhando fragmentos em poças d’água.

O jogo então entra na primeira fase, um nível celular que parece um pouco com flOw, mas com mais personalidade e cor. Sua criatura inicial é gerada aleatoriamente. No caso da demonstração, a criatura era uma coisa azul em forma de pêra com uma cauda bulbosa, três tentáculos na face e dois olhos grandes.

Prévia de Spore (GameSpy):

Ouvir sobre o que é Spore e vê-lo em ação são duas experiências totalmente diferentes. Afinal, como você pode começar a compreender um jogo em que você começa como um simples organismo microscópico e depois evolui para uma espécie espacial a fim de explorar — e talvez conquistar — o cosmos? Como seria um jogo como esse? Como ele funciona? Não seria extremamente complicado? Hoje recebemos respostas para todas essas perguntas e muito mais durante uma breve demonstração em portas fechadas na Games Convention em Leipzig.

A vida primitiva era simples, cheia de organismos unicelulares nadando em uma gosma pré-histórica. É aqui que Spore começa a ensinar os básicos. Como um simples organismo unicelular, você nada por aí e come bolhas e cresce. Com o tempo, você vai encontrar peças de criatura. Elas podem ser encontradas ou adquiridas atacando outro organismo. Depois de coletar uma determinada peça, você pode usá-la no criador de criatura e adicioná-la às suas habilidades. Durante a demonstração, por exemplo, um desenvolvedor conseguiu capturar um organismo com “asas”. Depois disso, ele poderia adicionar aquelas asas ao seu organismo.

[…]

Você não vai progredir sozinho. Conforme você evolui, todas as outras criaturas do planeta também vão evoluir. Suas criaturas vão acasalar e, quando fizerem, você terá acesso ao editor de criaturas para progredir no caminho evolutivo de suas criaturas. Quando sua criatura ficar mais complexa, suas habilidades vão aumentar. Eventualmente você poderá dançar, gesticular, e até mesmo usar ferramentas. Além disso, cada criatura que você encontrar durante o jogo será criada por outro jogador. Cada criação é armazenada em um servidor para que todos possam encontrá-los.

Não importa quão malvado você seja, você ainda vai querer fazer amigos porque precisará construir uma tribo. Uma vez que você tenha uma tribo, poderá comprar ferramentas para ajudar a aldeia a tornar-se mais eficiente, seja para coletar alimentos, travar guerras, fazer mais amigos ou até aumentar a população. Uma vez que você chegar a este estágio, o jogo vai jogar muito como um jogo simplificado de estratégia em tempo real. Você será capaz de atribuir tarefas diferentes a criaturas diferentes, então você terá roupas de “embaixadores” para suas criaturas sociáveis, e roupas de caçadores e coletores para as criaturas responsáveis pela coleta de alimentos e caçar. Isso ajudará você a acompanhar quem está fazendo o quê.

Impressões de Spore (IGN):

Conforme fomos criando mais funções em nossa tribo, aproveitamos para diferenciá-los visualmente. Há um editor de acessórios e cores prático que você pode usar em cada nova função para que você possa identificar facilmente seus caçadores e seus coletores. Nesse caso, equipamos nossos caçadores com dois chapéus (um para cada cabeça), uma folha de figo e uma pintura nada ameaçadora.

Indo para a natureza, nossos coletores tropeçaram na aldeia da tribo que havia nos atacado antes. Já que havíamos derrotado vários deles, a aldeia era habitada por apenas um indivíduo cujo ódio por nós parecia insaciável. Ele não estava disposto a arriscar um ataque contra toda a nossa trupe, mas ele não concordava em se juntar à nossa tribo, mesmo depois que trouxemos uma considerável porção de comida.

Vendo que ele não ia ceder e temendo que ele causasse problemas mais tarde se fosse deixado por conta própria, nós decidimos incorporá-lo à força na nossa tribo, destruindo sua cabana. Como ele foi incapaz de nos impedir de destruir a cabana principal, ele não teve escolha senão se juntar à nós. Com mais e mais criaturas sendo adicionadas à nossa tribo, não demorou muito para que os quinze membros necessários para começar a fase de Civilização fosse alcançado.

GC 2007: Impressões de Spore (GameSpot):

Como mencionamos antes, a fase Tribal de sua evolução assumirá uma forma parecida com um jogo de estratégia em tempo real simplificado. Você terá uma base, enviará criaturas para obter recursos — coletando frutas, caçando ou pescando — e você inevitavelmente terá que interagir com outras tribos em algum momento. Durante nossa apresentação, observamos uma tribo tentar fazer amizade com outra, levando presentes de comida. Isso não deu muito certo na hora, então nós conseguimos ver uma batalha entre as duas tribos, que foi resolvida quando a tribo que atacava conseguiu destruir a cabana principal dos que defendiam. Qualquer inimigo que ainda não havia sido morto se rendeu para se juntar à tribo vencedora.

Conforme sua tribo vai crescendo e estocando alimentos, você terá acesso a armas, ferramentas e estruturas mais avançadas. Bastões primitivos vão se transformar em machados, por exemplo, e uma das primeiras estruturas que foi adicionada à tribo conforme ela foi ficando maior foi uma tenda de cura. Outro recurso interessante que vimos em ação durante a fase Tribal foi a opção de criar roupas diferentes para suas criaturas que possuem determinadas “funções“. Peças como capacetes e tangas não pareciam adicionar nenhum atributo, mas quando colocamos uma “pintura de guerra”, era fácil de ver quais eram os soldados.

Quando a tribo atinge quinze integrantes (nosso apresentador estava usando cheats para acelerar bastante o processo), a terceira fase chegou ao fim. Antes de sair da sala da apresentação, pudemos dar uma breve olhada na quarta fase, Civilização. Você poderá projetar edifícios e veículos terrestres, aquáticos e aéreos usando ferramentas muito semelhantes àquela que são usadas com as criaturas. Vimos um edifício que parecia algum tipo de monumento, vimos fuscas futuristas e vimos até mesmo um esquadrão de aeronaves militares se aproximando do que parecia ser uma cidade inimiga. Era difícil de ver algo que fosse mais distante da nossa exploraçào solitária pelo continente habitado por criaturas coloridas que havíamos testemunhado antes, e quando a apresentação chegou ao fim foi difícil não ficar impressionado com o escopo e a escala da visão de Spore.

Spore será lançado para todos os consoles

Patrick Buechner, o executivo de marketing da Maxis, confirmou para o Eurogamer que Spore será lançado em todas as plataformas possíveis.

O jogo só não será lançado simultaneamente em todas as plataformas. Buechner explica que Spore será lançado para PC e Nintendo DS inicialmente e, depois disso, para todos os videogames possíveis.

Spore terá versões para consoles, depois de chegar ao PC e ao DS

A Maxis não quer apressar as coisas. Hoje no Games Convention um assessor de marketing do estúdio disse que os planos são de criar jogos para os consoles baseado na experiência dos jogadores ao experimentarem a versão para computadores.

Como Spore está sendo desenvolvido desde 2000, é natural que a empresa queira primeiro encerrar o desenvolvimento do jogo original antes de partir para as continuações e derivações.

Spore tem como versões originais a edição de PC e de DS, que serão lançadas juntas.

Spore no Games Convention '07

O site GameSpot publicou um excelente artigo sobre a apresentação de Spore na Games Convention '07. Há muita informação nova — vale a pena ler. Está traduzido abaixo, mas você pode ler o original aqui. 

Hoje cedo, durante uma reunião com a Electronic Arts, tivemos a oportunidade de assistir a uma apresentação de 30 minutos de Spore. Atualmente, com lançamento previsto para a primavera de 2008, o jogo de simulação de vida do criador de The Sims, Will Wright, já está distante o suficiente da fase de desenvolvimento e pode ser jogado do início ao fim. Se você está mantendo-se atualizado com Spore desde que foi anunciado em 2005, você saberá que o jogo é dividido em cinco níveis distintos. Caso você não esteja familiarizado com eles, aqui está um rápido resumo do que você vai fazer em cada um:

  • Nível 1: A parte “celular” de Spore, que você assume o papel de um organismo unicelular por cerca de 30 minutos. Seu objetivo será simplesmente nadar e comer outros organismos e, com isso, melhorar o seu DNA.
  • Nível 2: A fase de “criatura”, em que você se arrasta para fora da água para a terra pela primeira vez. Quando você chegar lá vai precisar evoluir a sua criatura, através de interações agressivas ou sociais com outras criaturas, ou da ingestão de carnes variadas e frutos, usando as poderosas ferramentas de design do jogo.
  • Nível 3: Depois de aumentar a população de sua nova criatura para um determinado tamanho você estrará na fase da “tribo”, que toma a forma de um jogo de estratégia um tanto simplista em tempo real. Como uma tribo, o seu principal objetivo será simplesmente crescer, que você pode conseguir através da procriação, ou através do recrutamento de criaturas de outras tribos por amizade ou ir à guerra com eles.
  • Nível 4: Uma vez que a sua tribo atinge um determinado tamanho — a população necessária parece ser 15 na versão do jogo que foi mostrada — você entra no nível de “civilização”. Apesar de suas criaturas já não poderem mais evoluir nesse ponto, você terá a liberdade de projetar edifícios, veículos utilizando ferramentas similares às que você criou sua criatura. Interações com outros grupos de criaturas se tornam mais complexas, nesta fase, pois você terá acesso a estratégias como a diplomacia e a conversão cultural.
  • Nível 5: O “espaço” é a fronteira final, na medida do que sabemos de Spore, e depois de ganhar a corrida evolucionária em seu planeta, vai ser hora de levar para as estrelas a busca de novos lugares para colonizar ou conquistar. Ao longo do caminho você vai encontrar outras espécies tão avançadas como a sua, e você terá a opção de negociar com eles, ir para a guerra com eles, ou simplesmente fazer o seu melhor para ignorá-los.

A apresentação de hoje centrou-se nos níveis 2 e 3, então a primeira coisa que tivemos de ver foi uma série de organismos idênticos aos do jogador arrastando-se até a terra. A breve cena em computação gráfica que se segue mostra um par de organismos em pleno acasalamento e, em seguida, quando um ovo apareceu no chão poucos instantes depois, nós começamos a ver o criador de criaturas em ação. O criador de criaturas é uma ferramenta incrivelmente poderosa que você vai usar para determinar o caminho da evolução de sua espécie.

A abominação da natureza que nós vimos sendo criada a partir do zero começou com uma coluna que o jogador era capaz de puxar em praticamente qualquer forma imaginável apenas pegando várias partes dele com o mouse e puxá-los para perto. O corpo de carne em torno da espinha parecia ser tão fácil de manipular como o esqueleto por baixo, passando de fino para gordo e vice-versa em segundos. Em seguida, os membros foram adicionados. Você tem a liberdade de adicionar muitos braços e pernas para o corpo que você criou como achar melhor (dentro da razão), e cada um deles pode ser manipulado da mesma forma como o corpo. Pernas podem ser invertidas, os braços podem ser ampliados para que eles arrastem no chão — você realmente pode fazer praticamente tudo o que quiser com eles. Algumas de suas criações podem acabar sendo menos viáveis, mas a Mãe Natureza de Spore vai animá-los, independentemente de forma convincente. Essa é uma afirmação ousada, e não é o que nós ouvimos da EA — é baseado puramente em que vimos para nós hoje.

O que mais vemos? A criatura criada durante nossa apresentação tinha quatro pernas, dos quais dois estavam invertidos. Tinha dois braços que tinha picos de joelhos, seus olhos estavam sobre o que teria assumido o peito, e sua boca (bico, na verdade) foi posicionada no alto, acima de seu torso no final de um longo pescoço. Em suma, ele não parecia com nada que já vimos antes, mas como evoluiu a nossa apresentação nós começamos a ver a criação caminhar, correr, dançar, cantar, lutar e até mesmo reencenar uma cena famosa de 2001: Uma Odisséia no Espaço lançando um pedaço de madeira no ar em câmera lenta, enquanto a música de orquestra tocava ao fundo.

A jogabilidade no nível dois vai ser você assumindo o papel de uma criatura solitária em um planeta habitado por até 15 outras espécies — que terãp sido criado por outros jogadores, apesar de Spore não ter multiplayer, por si só. Ao encontrar novas criaturas você pode interagir com elas de modo que você pode ganhar pontos de DNA e desbloquear novas partes do corpo para passar sobre eles. Inicialmente, sua única opção para fazer amizade com outras criaturas será a cantar com eles, mas como você evolui você vai aprender a dançar e fazer gestos como acenar. Suas habilidades de combate também serão muito limitadas inicialmente e, como você poderia esperar, os movimentos disponíveis para você serão determinados em parte por fatores como a quantidade de membros que você deu a sua criatura. Enquanto você adicionar novas partes para sua criatura você verá que muitas delas poderm pagar-lhe novas habilidades ou melhorar as já existentes.

Outra parte muito importante do design de sua criatura, pelo menos do ponto de vista estético, será a sua cor. Nós não conseguimos ver as ferramentas de pintura em ação por muito tempo, mas é evidente que será grande número de diferentes cores, marcas e padrões para escolher. Além disso, você estará apto a “empilhar” diferentes efeitos visuais em cima uns dos outros para criar um efeito original, e percebemos mais tarde no jogo que quando as tribos nomearem um macho alfa, quese torna maior do que o resto do grupo e exibe sua cor mais vibrante.

Uma das habilidades mais importantes que você vai aprender enquanto explora o planeta é o chamado de acasalamento, que pode ser usado para localizar e atrair possíveis parceiros para a procriação. Você também vai aprender a fazer amizade com outras criaturas de espécies diferentes, e se eles concordam em participar da sua “posse” quando você convidá-los para o bando, eles vão te seguir e fazer o seu melhor para ajudá-lo na próxima vez que você estiver em combate ou a tentativa de impressionar outra criatura. Para ter um amigo você primeiro precisa impressionar três membros de sua espécie, e quando você conseguir os três amigos em seu bando poderá progredir para o nível três.

Como mencionamos anteriormente, o estágio "Tribo" em sua evolução vai assumir a forma de um jogo de estratégia um tanto simplista em tempo real. Você vai ter uma casa-base, você vai enviar as criaturas para a coleta de suprimentos — podendo ser frutas, caça ou pesca -—e você vai, inevitavelmente, interagir com outras tribos em algum momento. Durante nossa apresentação vimos uma tribo tentar fazer amizade com outra com doações de alimentos. Isso não deu certo, por isso então teve uma batalha entre duas tribos, que foi resolvida quando a tribo atacante conseguiu destruir a cabana principal dos defensores. Todos os inimigos que ainda não tinham sido mortos renderam e juntaram-se a tribo atacante nesse momento, mais do que compensando os guerreiros que tinham caído em conflito.

Ao popular sua tribo e armazenar alimentos você terá acesso a armas, ferramentas e estruturas mais avançadas. Cabanas primitivas terão eixos, por exemplo, e um dos primeiros edifícios que vimos adicionado ao acampamento da tribo evoluiu para uma cabana de cura. Outra característica interessante que nós vimos em ação durante o nível de tribo foi a opção de criar roupas diferentes das suas criaturas que eles vão usar ao executar determinadas ações. Vestuário, tais como capacetes e tangas não aparecem para pagar as criaturas usá-las todos os bônus de atributo, mas quando combinada com a opção de pintura de guerra certamente tornou mais fácil dizer o que as criaturas estavam fazendo.

Quando a tribo possuiu 15 integrantes (nosso apresentador estava nos enganando, acelerando o processo de forma bastante considerável), o nível três chegou ao fim. Antes de sair da sala de apresentação fomos brindados com uma breve olhada no nível quatro, "Civilização". Você terá de desenhar prédios e veículos terrestres, marítimos e aéreos; utilizando ferramentas muito semelhantes aos que são usados​para as criaturas. Nós vimos um prédio que parecia uma espécie de monumento, vimos carrinhos de aspecto futurista, e ainda vimos um pequeno esquadrão de aviões militares que se aproximam daquilo que era, presumivelmente, uma cidade inimiga. Dificilmente a exploração solitária de uma ilha habitada por criaturas coloridas que tínhamos presenciado anteriormente poderia ter sido mais expandida, e quando a apresentação chegou ao fim, era difícil não ficar impressionado com o alcance e a magnitude da visão de Will Wright.

Após sermos informados de que iríamos poder jogar Spore para nós hoje foi, naturalmente, mais do que decepcionante ter de sentar e ver o jogo através de uma apresentação. Spore ainda se classifica como um dos destaques de um dia na Leipzig Games Convention 2007 embora, e nós realmente não podemos esperar para termos mais informações, esperemos que ele seja lançado muito em breve.