Pular para o conteúdo Pular para a navegação

SimCity 5 está chegando?

A EA tem uma mania irritante de registrar domínios que nos fazem especular sobre a produção de novos jogos. Já existe spore2.com, thesims4.com (e, até mesmo, thesims6.com). Um fato interessante aqui: a EA acabou de renovar o registro simcity5.com, que fazia um tempo que ela não renovava.

Claro, não passa de um rumor. Mas agora que a Maxis lançou Spore e Darkspore, seria uma boa hora para pensar no que estará vindo pela frente. A série SimCity, que lançou a desenvolvedora, deixou o excelente SimCity 4 em 2003 e depois se focou inteiramente no desenvolvimento de Spore. Assim, SimCity Sociedades e SimCity Creator não são considerados simuladores “oficiais” da série pelos fãs, que seguidamente criam abaixo-assinados para que a Maxis produza um quinto jogo.

Vamos acompanhar :)

Análise: Darkspore

Quando Spore foi lançado, em setembro de 2008, muitos fãs reclamaram pelo visual infantil do jogo. A opção artística, acima de tudo, visava uma experiência de jogo expandida e livre — o que os jogadores subestimaram por não conter o realismo gráfico desejado. A jogabilidade “aberta demais”, outro que poderia ser um trunfo do jogo, acabou por ser também duramente criticada por ser simplória e carente de alguma profundidade. Salvava-se, no final das contas, os Criadores e as infinitas possibilidades trazidas por eles.

Três anos depois, a Maxis investe em uma nova empreitada. Não só para a série, mas também para a própria empresa, Darkspore é o primeiro título de progressão linear pré-definida. Ou seja, contém uma história de início, meio e fim que progredirá normalmente, seja lá qual for a decisão do jogador.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=vIsE-5MIOik?hd=1]

Pois bem, Darkspore é, então, uma experiência nova no universo da franquia. Com planetas em formas totalmente diferentes, criaturas cruéis e sangue, muito sangue. É como se fosse uma releitura da criação de Will Wright coordenada por Tim Burton e Quentin Tarantino. Não há o carisma da Maxis aqui, só há a pancadaria.

E isso é, em certo ponto de vista, uma coisa boa. Darkspore é um típico jogo hack’n’slash, aqueles que você detona seu dedo de tanto apertar o botão no oponente até os golpes do seu personagem o destruir em pedaços. A jogabilidade consiste basicamente em apertar consecutivamente o botão primário em um oponente até matá-lo, e então rumar, também com o botão primário, até um outro ponto do mapa e matar mais oponentes. Esses que surgem em verdadeiras hordas pela tela.

A jogabilidade simples se une a uma interface nem um pouco intuitiva. Embora possua algumas semelhanças com a UI original do Spore, ela é atulhada de opções e comandos (muitos inúteis, vale dizer). Para quem não tem preferência pelos comandos do teclado + mouse, apenas no apontar-e-clicar, acaba sendo um marasmo jogar Darkspore.

Os gráficos, por sua vez, estão caprichados. A Maxis esqueceu a direção de arte bonita e cartunesca do título original e colocou aqui uma atmosfera escura e perigosa, com mundos originais e personagens pouco carismáticos. Os detalhes, mesmo vendo de longe, são muito bem-cuidados e o sangue está lá, jorrando dos furos que suas garras, presas e armas farão nos seus oponentes.

Alguns problemas com a física durante as fases são vistos, e não são raros. Muitos são semelhantes aos vistos no estágio de criatura do Spore, mas nada que vá afetar realmente o capricho visual. É uma pena que a direção de arte não seja tão bem cuidada. Muitos dos cenários só tem conteúdos jogados quase que aleatoriamente em cima do terreno. Uma pena.

Um grande descuido que acompanha a direção de arte é o som. Embora no menu exista uma trilha sonora muito bonita, que lembra a que Vangelis compôs para o clássico pulp “Blade Runner: O caçador de andróides”, ela não se faz presente durante as partidas. Os efeitos sonoros das rajadas dos poderes, dos personagens e de alguma coisa do cenário estão lá, mas tem baixa qualidade e parecem mais apenas ruídos.

Salva-se aí os modos multiplayer de PvP e Co-Op. A Maxis caprichou na integração entre os jogadores para completar ou batalhar por entre as missões. São poucos os lags que eu presenciei durante os testes em minha máquina e o sistema é muito fluído. Também, os servidores escolhem outros jogadores de níveis semelhantes para uma batalha mais equilibrada nas arenas.

Se na apresentação técnica Darkspore figura entre bons acertos e alguns erros, é na história que ele pena. Apresentando uma história interessante, mas muito mal contada e pouco aproveitada, ela acaba sendo apenas uma desculpa para que milhares de criaturas venham te atacar, sem muito nexo para o que acontece ou acontecerá. O desinteresse, então, acaba destruindo a vontade do jogador de descobrir o que acontecerá com o universo.

Também, a Maxis ignorou completamente a base mitológica criada com Spore e Spore Hero, sem mencionar quaisquer detalhes sobre os mistérios que esses jogos deixam (Spode, Os Grox, as tábuas, etc.). Mal aproveitando a história que criou e o que já existia antes dela, a curta campanha acaba por ser relegada ao esquecimento.

Darkspore acaba, então, sendo um título muito mediano. Com uma apresentação gráfica aceitável mas grande desleixo narrativo, o interesse do jogador acaba sendo mais nos modos multiplayer. Nem mesmo o Criador de Criaturas (mutilado, diga-se de passagem), puxa o interesse do jogador por muito tempo. É uma pena, mas não será esse o título que fará jus à revolução do título-mor.

O que estão dizendo — Darkspore

Por mais que a comunidade Spore esteja gostando de Darkspore, parece que a crítica o recebeu bem morno. O Metacritic está com quinze críticas hoje e com a média de 75/100, sendo oito críticas positivas e sete mistas. Veja o que os principais veículos estão dizendo:

Spore é uma experiência infinitamente mais única e diversificada que Darkspore, mas ao final, é muito provável que Darkspore acabe por passar mais tempo na mente do jogador. Não há nada de particularmente novo, mas a maneira que ele faz é polida e vem de convenções conhecidas pelos jogadores que vão ficar felizes em clicar nos vilões e colecionar novas partes de corpo até tarde da noite.
Nota: 85/100 — leia o artigo completo da Game Informer.

O que falta em grande variedade e narrativa, Darkspore compensa com o divertimento de combate cooperativo e personalização de personagens que se aprofunda enquanto você joga.
Nota: 75/100 — Leia o artigo completo do GameSpot.

A grande quantidade de opções de personalização eo sistema de batalha simples, mas divertido me manteve interessado o suficiente para ignorar a má execução da história.
Nota: 70/100 — Leia o artigo completo da IGN.

Eu, pessoalmente, gostei e achei muito sincera a análise do Cheat Code Central, que diz “Eu acho que temos que admitir a nós mesmos que Spore e Darkspore não são realmente os grandiosos simuladores de tudo que a Maxis estava esperando. Eles são apenas jogos divertidos que são perfeitos para passar o tempo, e não há nada de errado nisso”.

Você pode ler as outras críticas do Darkspore aglomeradas no Metacritic clicando aqui.

Darkspore está disponível

Hoje, dia 29 de abril, Darkspore está disponível para todo o mundo via download direto pela EA Store, Steam e compra física.

O lançamento, que ocorreu no último dia 26 nos Estados Unidos e no Canadá, chega em sua edição limitada aqui no Brasil na Livraria Saraiva e FNAC. O jogo custa R$99,90 e é distribuído pela WB Games. Os jogadores também podem obtê-lo via Steam, sob o preço de US$49.

A equipe do Esporo já tem sua cópia do Darkspore em mãos e está analisando ele. O artigo deverá ser publicado na próxima sexta-feira.