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EA responde perguntas sobre o DRM de Spore

O blog MTV Multiplayer entrou em contato com a Electronic Arts para que ela responda a algumas dúvidas dos jogadores sobre o sistema de segurança do Spore. Veja, abaixo, a tradução das condições e das respostas.

Uma cópia legítima de Spore não pode ser ativada mais de três vezes.

Isso será corrigido em um patch futuro, quando implementaremos um sistema similar ao iTunes. No iTunes, você tem a oportunidade de “desautorizar” a conta dos computadores que você quiser. Spore ainda não pode ser desautorizado, mas será em um futuro próximo.

Jogadores temem que exista um spyware junto ao software de prevenção de cópias SecuROM.

Não há vírus, spyware ou malware de qualquer tipo… nós nunca colocaríamos um spyware em um computador. Nem colocaremos.

 

Eurogamer celebra o SporeWeek

A Eurogamer está fazendo um especial em que publicará, durante essa semana, um especial por dia sobre o Spore. Vamos publicar todos os cinco aqui, então marque esse post em seus favoritos.

Segunda-feira: Entrevista com Will Wright.

Primeiro artigo do SporeWeek, uma entrevista com Will Wright diretamente dos estúdios Maxis.

A entrevista, de três páginas ou em um vídeo de quase sete minutos, se concentra principalmente em Will Wright como ele mesmo, e não relacionado ao Spore — claro que, em certo ponto da entrevista o foco é o jogo. Mas, por exemplo, podemos conhecer mais sobre no que Wright acredita ou não em relação às religiões, seus gostos pela ficção científica e o que o levou a ser um designer de jogos inventivos. Veja o vídeo ou leia o artigo.

Outras informações desse dia:

  • “Religiosos podem se ofender com Spore”, diz Will Wright.
  • Maxis não descarta ideia de criar um MMO para Spore, “é preciso conferir os resultados”.
  • Muitos outros projetos estão esperando Spore ser lançado para começarem deu desenvolvimento.

Terça-feira: Prévia do Spore Creatures.

Segundo dia de SporeWeek e a Eurogamer nos apresenta uma prévia do Spore Creatures, o título para Nintendo DS que será lançado em 5 de setembro no Brasil.

Parece que o site gostou da ideia de trazer apenas uma das fases do jogo, com certa linearidade, à plataforma portátil da Nintendo. Com um mundo em 3D estilizado cheio de coisas para explorar, personagens em 2D e uma história com início, meio e fim. Não é grandioso como Spore, mas parece ser um bom jogo.

Quarta-feira: Prévia do Spore.

Terceiro dia de SporeWeek e a Eurogamer dessa vez publica um artigo prévio sobre Spore. Nenhuma novidade tão grande aqui. Ele se ateve a pergunta: é divertido.

A resposta: definitivamente, é muito divertido.

Quinta-feira: nada.

Que vergonha, Eurogamer.

Sexta-feira: Entrevista com Lucy Bradshaw.

Se Will Wright é o pai de Spore, Lucy Bradshaw é definitivamente a mãe. Produtora executiva do jogo, ela respondeu a algumas perguntas, meio óbvias, de fãs — nenhuma novidade aqui — e deu uma informação importante: não haverá demo para Spore.

Spore está pronto!

A Electronic Arts e a Maxis acabaram de anunciar uma ótima notícia. Depois de sete anos de desenvolvimento, Spore está, finalmente, em estágio ouro — o desenvolvimento está pronto, e em breve será levado para a produção.

Leia, abaixo, o anúncio feito à imprensa:

EA e Maxis anunciam que Spore chegou à versão ouro.

A espera está no fim! A Electronic Arts (Nasdaq: ERTS) e a Maxis anunciaram hoje que o Spore, o jogo mais esperado do ano, do criador da série The Sims, chegou à versão ouro e estará disponível para o Mac e PC nas lojas a partir do dia 5 de setembrono Brasil e Europa e 7 de setembro na América do Norte e Região da Ásia/Pacífico. O Spore Creatures para Nintendo DS e Spore Origins para telefones celulares também estarão disponíveis no mundo todo a partir do dia 7 de setembro.

Para os fãs do Spore, a versão limitada brasileira da Edição Galáctica trará o DVD “Os Bastidores do Spore”, o livro de capa dura “A Arte do Spore” de 120 páginas colorido, um pôster exclusivo do jogo e um Manual Galáctico com 100 páginas colorido e está disponível somente durante a pré-venda online, para lista de redes participantes acesse www.spore.com.br.

“Estamos muito emocionados por finalmente colocar o Spore nas mãos dos fãs e jogadores”, disse Lucy Bradshaw, produtora executiva do Spore, na Maxis. “O pessoal do estúdio Maxis adorou criar o Spore, mas a diversão está só começando. As histórias mais interessantes são aquelas que as pessoas vão criar, e mal podemos esperar para ver como os jogadores exploram e moldam o universo do Spore, e também para ouvir as histórias que eles vão contar sobre isso”.

O Spore dá aos jogadores o seu próprio universo em uma caixa, permitindo que os fãs criem e evoluam a vida, estabeleçam tribos, criem civilizações, modelem planetas inteiros e explorem um universo criado por outros jogadores. Spore oferece aos usuários uma variedade de ferramentas de criação, para que personalizem praticamente todos os aspectos de seus universos: criaturas, veículos, estruturas e até naves espaciais. Os jogadores podem compartilhar suas criações com o mundo todo por meio da Sporepédia e explorar galáxias infinitas criadas por outros usuários*.

Para ver as últimas novidades do Spore, imagens e vídeos da comunidade, e para testar a versão de avaliação do popular Criador de Criaturas do Spore, visite www.spore.com.br.

Omelete testa Spore: leia as impressões

O portal de entretenimento Omelete postou hoje seu artigo sobre as impressões que teve com Spore. Confira abaixo, ou clique aqui para ler no próprio site.

Em junho passado fomos até a Electronic Arts para testar o criador de criaturas de Spore, o novíssimo projeto deWill Wright, um dos mais famosos designers de jogos eletrônicos da indústria.

Nesses dois meses muita coisa aconteceu com o novo game do criador de The Sims. O mesmo módulo de criaturas que testamos foi liberado na internet para testes, com resultados surpreendentes e batendo todas as metas da produtora Maxis e EA. Basicamente, o que eles imaginavam conseguir em alguns meses de monstrinhos povoando sua Sporepedia - a central onde todas as criações de usuários poderão ser expostas e disponibilizadas para outros jogadores - foi alcançado em poucas horas, superando todas as previsões das empresas.

Obviamente, com isso, a expectativa pelo jogo só aumentou...

Na semana passada pudemos voltar ao escritório da EA. Desta vez tivemos acesso ao game completo - uma versão ainda inacabada, mas ainda assim com todas as etapas. Foram duas horas de testes que culminaram em uma certeza: Will Wright conseguiu outra vez.

O escopo de Spore é simplesmente inconcebível. O jogo começa na Etapa da Poça, em que o jogador, no controle de um organismo unicelular que vaga por um caldo primordial oceânico, precisa coletar DNA para melhorar sua criatura, que pode ser carnívora, herbívora ou onívora.

A fase é um 2-D simples, com perspectiva do alto. Os organismos começam todos com a mesma cara de girino sem rabo e saem nadando em busca de alimento. Sua única preocupação no começo é comer coisas menores que você e evitar os predadores maiores. No entanto, conforme o DNA se acumula, começam a surgir novas partes para o girinão. Mate um bichinho que tinha um espeto de defesa e ele será seu. Encontre um rabicho e você poderá nadar mais rápido. Uma nadadeira permitirá que você manobre mais depressa, ou um calombo suspeito fará com que veneno seja disparado de sua retaguarda, entre outros apêndices úteis.

Para usar esses recursos é necessário avançar na escala evolutiva. Para tanto é hora de dar um gritinho e tentar encontrar uma parceira pelas imediações (sem dúvida, discutir acasalamento com o pessoal da EA foi um dos momentos mais surreais da minha carreira). A primeira transa do girino abriu uma primeira versão simplificada do criador de criaturas e me fez perceber que em Spore não temos o controle de um personagem, mas de uma raça. Aquele primeiro organismo já era. O novo chegou e está mais avançado, mais equipado, mais... evoluído!

A partir daí, é só uma questão de seguir comendo, crescendo (a perspectiva da tela muda a cada crescimento) e lutando até que - 3 bilhões de anos depois (os mais rápidos que você já viu) - sua espécie desenvolve um minúsculo cérebro e, com ele, a vontade de ganhar pernas e ir para terra firme. Chegamos então à etapa dois, a das criaturas.

Todos os pontos de DNA e recursos acumulados na primeira etapa agora podem ser trocados por novas ferramentas biológicas para que sua raça enfrente o desafio da vida fora d´agua.

Nesse momento o jogo muda de perspectiva e de tom. Torna-se um game de ação e exploração em terceira pessoa. Os objetivos também mudam bastante. Agora não basta caminhar em busca de comida - é preciso também enfrentar raças hostis e fazer aliados. A socialização é desenvolvida através de mutações de estilo (um penacho cativante, uma boca menos agressiva e capaz de cantar, etc) e dá tanto resultado quanto os ataques. Faça amizades e seus novos aliados o ajudarão a explorar o mundo. A evolução, claro, também continua e entra nesse momento o criador de criaturas que já detalhamos bastante aqui.

Aos poucos o ninho cresce, assim como o cérebro da sua raça, e logo ela se torna preparada para a próxima etapa, a tribal.

Na terceira etapa do game a evolução desacelera. Deixa de ser biológica para tornar-se de tecnologia e social. A raça agora vive em grupo e o jogo ganha contornos de um RTS (game de estratégia em tempo real). É necessário criar unidades para trabalho - a coleta de recursos - ou defesa e desenvolver estruturas para aperfeiçoamentos contínuos (a criação de aperfeiçoamentos tecnológicos). O editor de criaturas vira um editor de roupas e acessórios e a interação (hostil ou pacífica) com as tribos próximas faz-se necessária para os avanços que culminarão na próxima etapa.

Passam-se os séculos e surge a quarta fase do game, a da Civilização. Com ela, novamenteSpore muda de gênero. Depois de plataforma, ação em terceira pessoa e RTS vira um simulador de cidades, uma mistura de Civilization com TheSims simplificada. O objetivo passa a ser o desenvolvimento urbano da cidade povoada por sua raça, que agora tem as opções de criar relações comerciais com outros povos, promover guerras ou exportar seus valores religiosos. Nessa etapa surgem novos editores: o de edifícios e o de veículos terrestres - ambos tão elaborados quanto o de criaturas. Há também editores mais simples, como o de hinos. A evolução agora é totalmente cultural e tecnológica - e o objetivo é a conquista espacial, o desenvolvimento de um motor capaz de colocar uma nave em órbita para a última - e mais impressionante - etapa.

Na Etapa Espacial o universo é o limite. Depois de passar pelo editor de naves, Spore fica com todo o jeitão de RPG, com missões espaciais, mundos a serem explorados e um sem-fim de objetivos possíveis. É aqui que jogo torna-se realmente impressionante. Com a roda do mouse é possível afastar a perspectiva... superfície, mundo (que se parecem com os planetas de Super Mario Galaxy), sistema solar, galáxia, universo - a espiral que estampa o logo da criação de Wright. Cada estrela, representada por um pontinho luminoso, é um sistema solar repleto de opções. Cada um dos milhares de mundos é diferente do outro e podem conter vida ou não, civilizações ou não, e têm climas distintos. Novamente, as possibilidades são gigantescas. Que tal terraformar um planeta e torná-lo viável para a existência da sua espécie? Ou abduzir criaturas para estudos? São dezenas de ícones na nave e cada um deles é uma opção de diversão.

Will Wright disse que uma pessoa poderia jogar Spore sua vida inteira e não ver tudo o que o game oferece. Parece exagero, mas meu primeiro contato com o jogo realmente deixou-me boquiaberto. Não é que ele seja um primor de design ou embasbacante pela qualidade gráfica. Não é essa a intenção do game. Spore é basicamente uma caixa de ferramentas divina. O universo, de seu nível mais microscópico ao mais macro e abrangente, é seu para interagir e transformar.

Por tratar-se de um game "monoteísta", Spore não permite que duas pessoas joguem juntas. No entanto, para o povoamente aleatório de todos os mundos de todas as etapas, o game emprega uma das mais geniais idéias da história dos jogos eletrônicos: a Sporepedia, um acervo online de criações de usuários ao redor do mundo. Com mais de três milhões de criaturas (os editores de edifícios, naves e veículos ainda não estão funcionando), o recurso promove o abastecimento de cada um dos jogos Spore em operação. Ou seja, suas criações podem aparecer a qualquer momento no game de qualquer pessoa, garantindo um suprimento inesgotável e orgânico de novidades.

Todas as etapas começam travadas e assim que jogadas ficam disponíveis para novas partidas, com outra criatura. E cada partida certamente será diferente da outra. Parece que Wright criou uma diversão infinita. Tomara que canse depois de algumas horas de jogo, algo que só saberemos depois do lançamento, ou Spore significará o colapso da indústria dos games. Com tantas opções, quem vai precisar de outro jogo, afinal?