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O que estão dizendo — Spore na E3

Spore foi exibido em uma demonstração fechada na E3 ’06. Veja o que os principais sites especializados em jogos acharam do jogo, que reformulou seu visual e mostrou muitas novidades:

UOL JogosSpore será uma ferramenta de vida praticamente infinita, repleta de missões secundárias, oferecidas por outras civilizações controladas pelo computador. Some-se a isso o modo online e, efetivamente o jogo, que não impressiona pelo visual, mas sim pela concepção, atesta a competência e a maluquice do pai dos Sims.

1UP: “O jogo torna-se um modelo do próprio jogador: seu estilo de jogar, suas habilidades, suas preferências de criação. Por dentro e por fora, Spore é totalmente um jogo único para cada um”, diz o artigo — e ainda explica mais da Sporepédia: “As criaturas são exibidas como em trading cards, onde estão listadas seu poder de ataque, defesa, vida e habilidade, além de ser ‘habitada’ pelos traços de personalidade que o jogador definiu enquanto jogava”.

GameSpy: “Julgando pela demonstração, Spore tem cinco fases bem definidas: célula, criatura, tribo, cidade e espaço. Cada uma delas apresenta uma mecânica diferente, mas de fácil aprendizado. [...] É incrível ver como as animações são inteligentes, mesmo com criaturas tão estranhas. É um bocado divertido ver uma criatura de três pernas dançar”.

GameSpot: “É visível que Spore é o projeto que Will Wright esperou toda a sua carreira para ver. Há ali elementos de sua infância, como a criação sem limites do Lego, referências a séries como Star Trek, os seriados de cowboys e muito mais.”, e ainda fez uma prévia apenas do editor de criaturas: “Assim como a Sporepédia, o editor é a essência do jogo: um editor intuitivo e fácil, onde você cria aquilo que realmente sempre quis ter como animal de estimação. E isso que ele não estava terminado…”.

IGN: “A galáxia parece ter milhões de planetas e diversas possibilidades. É um exemplo de que Spore tem uma experiência de jogabilidade praticamente infinita”.

Finalboss também se impressiona com Spore

“Impressionante”. Esta é a primeira expressão que vêm à mente ao ver Spore, o próximo game de Will Wright. Originalmente apresentado no ano passado, o ambicioso projeto do criador de SimCity (e todos os seus frutos) tem como premissa criar uma nova espécie, desde suas fundações como célula, passando disto a ser vivo, tribo, cidade e planeta... depois disto, rumo ao espaço! Tivemos a oportunidade de presenciar a palestra conduzida por Wright, onde ele demonstrava o estado atual de seu game.

Wright iniciou o vídeo mostrando um versátil sistema de criação de personagem, é possível definir sua postura, a começar pelo comprimento da espinha dorsal, sua curvatura e tamanho dos principais ossos; depois disso, vários tipos de pernas e braços, olhos, boca, mãos, pés, tudo modificável ao extremo… e em poucos segundos de ajuste fino com o mouse — incluindo a cor da pele, você já vê sua criação tomar vida e caminhar, lutar, tudo de maneira muito crível. Andando com seu recém-criado monstrinho, explora-se seu planeta para enfrentar os predadores, encontrar outros de sua espécie e prolongar a raça, se é que vocês me entendem.

Os cenários são bem grandes e coloridos, e a animação é bem fluida e convincente; considerando que é um ser criado pelo jogador e o sistema o modifica de forma procedural — isto é, nada de manobrinhas simples e pré-definidas — o game fica ainda mais incrível. Como é de se esperar, parte do bom humor visual da Maxis estão presentes, como os ovos quicando com os filhotes no ninho e aí por diante.

— Redação, Finalboss.

GameSpot: Conquistando o Universo

GameSpot:

Aparentemente, quando sua criatura sai do ovo, você começa a vida como uma versão “bebê”. Wright navegou pelo mundo com a pequena monstruosidade, “incomodando os vizinhos” ao se aproximar do território de outros herbívoros super-protetores, depois usou uma outra forma de “chamar” para atrair outras criaturas da mesma espécie, criando um bando. Bandos eventualmente formarão a base das sociedades primitivas da fase tribal do jogo — aparentemente, uma vez que você alcance essa fase, você vai librar o “editor de cabanas” para projetar o visual das cabanas das suas criaturas, e quando você avançar para a fase da cidade, você poderá criar prédios modernos e até mesmo a flora do ambiente.

Também a GameSpot, sobre o Editor de Criaturas:

Tudo isso é possível usando uma interface completamente em 3D. Peças se “grudam” onde você quer formar articulações, e dependendo do tipo de partes que você usa em sua criatura, sua natureza será diferente. Por exemplo, você pode criar uma criatura parecida com uma planta que é dócil com grandes sensores através de suas antenas, ou criar um monstrinho bruto com braços de gorila e garras e espinhos e coisas rasgando o corpo dele. Nós começamos criando um híbrido entre esses dois. Não importa o quão absurdo nós tentávamos criar essas criaturas, os resultados sempre pareceram no mínimo interessantes, senão desconcertantes. É claro que é possível salvar suas criações, e uma das coisas mais impressionantes sobre Spore é como suas criaturas vão povoar as galáxias de outros jogadores através do seu sistema de polinização de conteúdo, que irá transferir automaticamente conteúdos do jogador para outros jogadores.

GameSpy: Prévias de Spore na E3

GameSpy:

Sempre que você examinar criaturas, mundos ou sistemas solares, você coletará um “cartão” virtual que o representa. Esses cartões parecem com algo que você vê em jogos de cartas colecionáveis: eles contém uma imagem da criatura ou planeta, junto com estatísticas e informações. Se você clica no cartão de um planeta, você verá todos os cartões representando as criaturas que vivem naquele planeta — algo como uma rede virtual. Essa forma fácil de navegar por todo o conteúdo que você explorou se chama “Sporepédia”.

Ao entrar na fase do espaço do jogo, o objetivo passa a ser melhorar a sua nave, que é basicamente o avatar do jogador nessa fase. É você que decide como vai fazer isso. Você pode explorar mundos estranhos ou interessantes, encontrar artefatos alienígenas enterrados em planetas, que vão dar à sua nave novas habilidades (como armas ou ferramentas de terraformação). Ou você pode fazer acordos com outras civilizações avançadas para trocar por tecnologia.

[…]

Raças alienígenas podem comunicar com o jogador usando uma interface simples. Eles podem ameaçar você ou oferecer paz, e você pode responder com um conjunto de respostas de múltipla escolha. Os bípedes verdes que estavamos torturando nos disse que eles iam lançar um ataque contra nosso planeta natal, e Wright disse para eles mandarem ver. Eles mandaram, e nosso planeta nos contatou com notícias de que eles estavam sob ataque. Nossa reputação como valentões galácticos implacáveis já estava se espalhando…

A GameSpy também teve a oportunidade de entrevistar Will Wright, e conseguiu mais algumas informações. O jogo deve ser lançado entre abril e maio de 2007, e será lançado em todas as plataformas, incluindo celulares, mas o lançamento inicial será apenas no PC. Wright comentou que essa é a última E3 em que o jogo será exibido, e que a EA não impôs uma data limite porque não quer que eles estraguem o jogo. Atualmente, a equipe de Spore tem cerca de 70 pessoas, o que é pequeno comparado com a maioria dos times de grandes jogos por aí, incluindo The Sims. Wright também comentou sobre mais inspirações e o PlayStation 3, você pode conferir tudo na entrevista.

UOL Jogos: Spore Impressiona

Nenhuma informação nova na prévia do Spore no UOL Jogos, apenas uma descrição da demonstração:

Um ecossistema começa a ser formado dentro da escala de evolução do jogo, quando Spore adquire uma identidade de SimCity, pela construção e administração de uma cidade. Nesse ponto, já possível passear pelo planeta e fazer contato com outras civilizações.

Isso é feito com naves espaciais, que parecem muito divertidas de se pilotar. É possível abduzir outras criaturas para levá-la ao seu ecossistema e, naturalmente, deixar o planeta para trás, partindo para a galáxia. Os planetas são diferentes entre si, visualmente falando, e existe um dispositivo, chamado Sporepedia, que lista as criaturas.

O contato com outras civilizações também pareceu divertido: Wright soltou fogos para conquistar a simpatia dos habitantes, mas logo depois destruiu o local, mostrando a porção Civilization, com as batalhas.

Spore será uma ferramenta de vida praticamente infinita, repleta de missões secundárias, oferecidas por outras civilizações controladas pelo computador. Some-se a isso o modo online e, efetivamente o jogo, que não impressiona pelo visual, mas sim pela concepção, atesta a competência e a maluquice do pai dos Sims.